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  • Por Eduardo Machado
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COCCIDIOSE: DOENÇA PARASITÁRIA QUE INFECTA SILENCIOSAMENTE CRIAÇÕES INTEIRAS



Seguindo as postagens semanais sobre as doenças que compõem o Check Preventivo oferecido pelo São Camilo Biotecnologia, hoje o post será sobre a Coccidiose – principal infecção parasitária presente na criação de aves de estimação. A doença é causada por protozoários intracelulares dos gêneros Isospora e Eimeria, entretanto, um fator bastante preocupante é que muitas espécies são causadoras da doença e responsáveis por quadros clínicos extremamente variáveis. Essas variações vão desde infecções subclínicas (saiba mais sobre neste post) onde a doença é imperceptível ou, até mesmo, surtos com alta mortalidade.


Esse tipo de infecção possui proporção mundial, no nosso país já foi relatada infecção em praticamente todas as espécies de aves de estimação, bem como, galinhas domésticas. Sendo assim, essa informação reafirma que pode ocorrer simultaneamente a infecção em mais de uma espécie de um mesmo criadouro.


Essa doença quando acomete uma ave produz estruturas reprodutivas chamadas de oocistos, que são eliminados nas fezes, na forma não infectante, ou seja, estão inativos. Então, no meio ambiente, sob condições adequadas de temperatura e umidade se iniciará o processo para a conversão da forma inativa para a infectante. Um agravante nesta situação é que o protozoário é absurdamente resistente aos fatores ambientais, podendo permanecer por mais de seis meses no ambiente à espera de um hospedeiro para infectar.



INFECÇÃO

A infecção ocorre por meio da ingestão de alimentos, água e fezes contaminadas com esses oocistos ativos, que são a forma infectante. Além disso, poeira das fezes, comedouros, bebedouros, roupas, calçados e até mesmo moscas podem contribuir para a disseminação da infecção. Alguns fatores contribuem para a alta transmissão de Coccidiose dentro de um criadouro, entre eles estão:  a alta umidade das fezes e altas temperaturas, situação que favorece a conversão dos oocistos da forma inativa para a ativa.

SINTOMAS

A identificação da doença torna-se difícil pelos sintomas seres muito variados e até inexistentes. Há variação destes sintomas de acordo com a idade da ave, espécie do coccídeo (causador da doença) e região intestinal da infecção. De forma geral, os sintomas incluem: emagrecimento agudo (peito seco); mudança na pigmentação da pele da canela; penas arrepiadas, depressão, fezes aquosas, mucosas ou hemorrágicas; e manifestação de dor abdominal (ocorrida por conta da respiração acelerada). Como os sintomas são variados, há possibilidade de os pássaros serem acometidos por doenças secundárias.

DIAGNÓSTICO

Quanto ao diagnóstico, existem muitas facilidades inclusive oferecidas pelo São Camilo Biotecnologia. Normalmente basta um exame parasitológico de fezes para determinar o agente causador e iniciar o tratamento. Entretanto, alguns casos necessitam de exames um tanto mais sofisticado como é o caso da PCR. Uma recomendação importante é que se faça esse tipo de exame antes da reprodução, antes da troca de penas, toda vez que as aves voltam de campeonatos ou exposições, bem como, aquelas que são novas no criadouro, devem, portanto, ficar de quarentena até que se obtenha o resultado dos exames.


TRATAMENTO

Após identificar o patógeno da doença, bem como, verificar qual porção do intestino está infectada é imprescindível a contratação de um Médico Veterinário, para que ele possa prescrever e tratar corretamente das aves, não havendo desperdício de fármacos como o antibiótico.


Gostou das informações? Continue acompanhando as postagens do Blog por meio da fanpage do laboratório e saiba mais no próximo texto. Se sua ave está se apresentando frágil ou com sintomas de alguma doença não hesite em entrar em contato com o São Camilo Biotecnologia, que atende o Brasil todo. Para mais informações sobre a realização de exames acesse o link http://bit.ly/checkuppreventivo, entre também em contato pelo telefone (44) 3029-9660.



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